Sob o ponto vista espiritual, se a terra é o grande laboratório, onde o espírito apara as arestas e se prepara para habitar o mundo espiritual, onde a fraternidade é o sentimento que determina o relacionamento entre os espíritos, a família poderíamos dizer é setor primordial desse laboratório.
De acordo com a Doutrina dos Espíritos a família está arraigadas em vidas passadas, formadas por agentes diversos, sendo ás vezes espíritos simpático e noutros antipáticos.
Na família se reúne espíritos amigos e inimigos e normalmente ela é constituída pelos espíritos menos afeiçoados das nossas outras vidas, isso, porque estamos em um planeta de expiações e provas e habitado por espíritos muito imperfeitos ainda e por causa dessas imperfeições nos erramos muito e devido ao erro, estamos um tanto distantes de merecer a família ideal, sonhada, em que todos os seus membros sejam unidos por laços de verdadeiro amor.
Na maioria das famílias nos encontramos se não a maioria dos membros tendo dificuldades de convivência, pelo menos um destes membros destoando (diferente) um pouco dos outros. Não devíamos chamá-los assim; mas a nossa inferioridade os classifica em “ovelhas negras”, entre os membros da família.
Os Espíritos Superiores, com a visão mais ampliada das necessidades de evolução espiritual, dos membros de uma família, procuram programar as famílias de maneira que elas atendam as necessidades espirituais e morais e não somente as comodidades de acordo com a visão do homem. Por isso a família é um tanto complexo e é a razão porque as pessoas enfrentam dificuldades diversas na convivência em família.
A família é planejada no mundo espiritual, antes de cada encarnação nossa. Ao planejar a nova existência no corpo, procuramos prever os passos mais importantes, que irão exercer funções mais significativas em nossas vidas na nova jornada na terra. Na constituição da família não só ocorre o planejamento conjugal, mas também os espíritos que virão habitar o lar na condição de filhos. Lembremos sempre que a maioria das vezes é nós mesmos que pedimos a condição de convivências entre os membros de nossas famílias, e deixemos de lado a mania de dizermos: “eu não pedi para nascer” principalmente se estamos com raiva ou decepcionados. O trabalho de planejamento é tão importante para a família, que existe no plano espiritual, espíritos encarregados, em departamentos especiais, verdadeiros arquitetos anatomistas, que desenham os detalhes do novo corpo do novo habitante de um novo lar.
Ao planejar o novo núcleo familiar, nos temos que examinar o nosso passado, as outras existências, as nossas necessidades de resgate na atual existência, os deslizes cometidos e as necessidades evolutivas para a nossa melhoria espiritual, pois a primeira finalidade da existência na terra como um membro de uma família, é o progresso do espírito.
No Livro dos Espíritos na pergunta 183, nos diz que: "a finalidade da experiência no corpo carnal é para levar o espírito a conquista da perfeição, porque é aqui, na Terra que estão as condições que o atraem mais fortemente a uma vivência em desarmonia com as leis de Deus".
São essas condições adversas do plano terrestre que o espírito deve combater e vencer, para se harmonizar com as leis divinas.
Por isso, antes de programar um novo lar, o espírito examina o que melhor lhe será de proveito para o seu progresso espiritual e para as condições de acerto dos atos impensados que tenha praticado em relação as Leis de Deus. Ele precisa examinar não somente a si próprio, mas as situações dos espíritos que estiveram com ele, na condição de membros antigos de anterior família, em outras vidas, amigos ou inimigos ou de algum tipo de relacionamento social onde ele possa encontrar os débitos pendentes para o resgate necessário, ou a encontros de espíritos que ele mesmo levou a desequilíbrios, ou mesmo espíritos que devem tê-lo prejudicado, além de espíritos com intenso ódio por causa de seus atos infelizes. Com esse exame ele programa a nova existência, ajudado pelos espíritos superiores encarregados de tal programação.
Como meta a atingir pela família, Deus coloca a harmonização.
Para a harmonização é necessário um processo de mudanças interiores, que deve caminhar para o estabelecimento de laços de verdadeiro sentimento de amor. Se não for possível, pelo menos o companheirismo deve reinar entre todos os membros da família.
Para que a família atinja a finalidade da harmonização Deus instituiu o esquecimento do passado. Não sabemos o que fomos, o tipo de sentimento que nutríamos um pelos outros membros da família, sendo melhor assim, que continue em esquecimentos, porque as lembranças podem agravar a situação ao invés de melhorá-la. O esquecimento permite ao espírito, o recomeço, com mais chances de acerto, é a grande oportunidade que os Espíritos têm de iniciar agora, de uma forma mais adequada e de acordo com as Leis de Deus.
A vida em família divide em mais partes, que serão postadas em breve
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