Cerca de 1300 anos depois, o povo hebreu já evoluirá um tanto mais que na época de Moisés, e precisava de uma nova revelação.
Então veio, como previsto, o Messias, (Jesus), para trazer novos ensinamentos espirituais.
“Ouvistes o que foi dito” (fazia menção aos antigos ensinos); “eu, porém, vos digo” (ministrava novos ensinamentos).
Para alguns, Jesus estaria contrariando as leis divinas anteriormente reveladas por Moisés e os profetas.
Jesus esclareceu: - “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”. ( Mt. 5:17)
De fato Jesus não derrogou a parte divina e moral da lei já revelada anteriormente, pois uma revelação verdadeira não anula princípios básicos que as anteriores ministraram. Mas a parte humana da lei, suscetível de ser alterada, pelos costumes e pelo tempo, essa ele enfrentou, combateu , revogou e reformou.
Jesus para dar o verdadeiro cumprimento das leis divinas, teve de:
1 - Descomplicar o ensino da lei.
Resumiu os 10 mandamentos em apenas dois: “Amar a Deus sobre todas as coisas” e “ao próximo” como a ti mesmo. (Mt 23:36/40)
2 - Passar a instrução do aspecto “controlador” da lei mosaica para o aspecto “realizador” (positivo / fazer): “Tudo quanto quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles” ( Mt. 7:12).
3 - Retirar os acréscimos que tinham sido feitos pela má fé ou ignorância: “doutrinas que são preceitos dos homens”, “toda planta que meu Pai Celestial não plantou, será arrancada”. (Mt. 15: 9 e 13)
4 - Corrigir as más interpretações, mostrando o verdadeiro sentido dos ensinos: “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc. 2: 27)
5 - Desenvolver e adaptar os ensinos ao grau de maior adiantamento moral do povo. Onde se orientava “amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo”, propõe: “amar ao inimigo, fazer-lhe o bem, orar por ele” (Mt. 5:43 )
6 - Estender a mensagem a todas as criaturas (não apenas aos hebreus): “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; haverá um só rebanho e um só pastor” (João 10:15).
Explica que começou uma nova fase da evolução humana. Agora, cada qual tinha de se esforçar por entender a vontade divina e agir de acordo com ela, voluntariamente e não mais por imposição “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço e os que se esforçam se apoderam dele” - (Mt. 11: 12/13).
Tendo ensinado tanto, Jesus ainda não pode dizer tudo declaradamente. “Muitas coisas tenho para vos dizer, mas vós não podeis suportar ainda”... (João 16: 12).
Era, pois, preciso aguardar maior amadurecimento do espírito humano e que progredisse no conhecimento científico.
Pediu a eles: “Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei ao Pai e ele vos enviará outro Consolador; a fim de que fique eternamente convosco, o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê e absolutamente o não conhece, mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós”.
“Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito” (João. 14: 15/17 e 26).
Primeiro - O consolador não é Jesus (ele mesmo assegura que é “outro”)
Segundo - Nem é uma pessoa, mas elemento espiritual (por isso poderá ficar eternamente). Se fosse uma pessoa teria que desencarnar.
Terceiro - Nem é qualquer espírito, mas “Espírito de Verdade” - “Espírito Santo”. – (Espírito enviado por Deus).
Quarto - “o mundo “não o pode receber, porque não o vê nem o conhece” (muito apegadas a matéria, a maioria das pessoas não crêem no espírito, não se interessam pelas coisas espirituais e, em conseqüência, nada sabem da vida imortal nem dos espíritos - habitantes do plano invisível)
Quinto – Mas, “vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós” (os apóstolos já sabiam da vida espiritual e contavam com a assistência dos Bons Espíritos).
Quando o Consolador vier, “vos fará lembrar tudo o que vos tenho dito” (muita coisa que Jesus falou iria sendo esquecida), “vos ensinará todas as coisas” ou ainda” vos guiará a toda a verdade” (o que não fora entendido ou interpretado erroneamente pela ignorância , ou que a má fé omitira ou deturpara da verdade), “e vos anunciará as coisas que hão de vir” (progresso do conhecimento humano ensejaria novas revelações daquilo que Jesus aludira por alto, por ainda não ser a hora).
Assim, fica para a próxima oportunidade a humanidade de entrar em contato com uma nova revelação: A dos Espíritos.
Livros - Estudos Espírita do Evangelho - Therezinha Oliveira.
- Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap.I: Não vim destruir a Lei...
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