O ser humano, com a inteligência que Deus o dotou, toma contato com a realidade universal (material e espiritual), passando a se conhecer com o desenvolvimento cultural e moral, a entender seus processos e finalidades no plano terra e, assim, vão progredindo sempre mais.
O entendimento que não conseguem alcançar por si mesmos lhes é proporcionado pela Providência Divina, através da revelação (Tirar de sob o véu).
Ao longo de toda a história da humanidade, os povos têm recebido revelações espirituais, e não somente hoje, pelo espiritismo, adequadas à sua época e à sua gente. Todas essas revelações são respeitáveis, e, basicamente, concordantes no tocante as verdades espirituais; Deus, imortalidade, justiça divina, e fraternidade.
Para os cristãos à luz do espiritismo, identificamos três grandes revelações, que vieram dar os seres da Terra, o melhor conhecimento espiritual, que lhes foi possível assimilar até hoje.
São essas revelações: a mosaica, a cristã e a espírita.
A primeira Revelação:
Foi feita aos hebreus, através do Legislador Moisés, cerca de 1300 anos antes da era cristã.
Este povo asiático da antigüidade Oriental era semita (descendente de Sem, um dos filhos de Noé).Sua história começa na Mesopotâmia (região entre os rios Tigre e Eufrates), na pequena cidade de Ur, cerca de 2 mil anos antes de Cristo).
A denominação de Hebreus pode vir de heber (que é do outro lado), por terem vindo do outro lado do Rio Eufrates. Ou pode significar que era descendente de Eber, um ancestral de vários povos da região. (Os hebreus, nesse tempo, eram pastores nômades).
Seu patriarca foi Abrão.
Os povos de então eram politeistas (adoravam muitos deuses), mas Abrão já tinha idéia de um Deus único (era monotéista), e Dele recebeu uma revelação por vias mediúnicas:
- ele e sua família tinham sido escolhidos por Deus para serem o seu povo (povo eleito).
- portanto, só a Deus deveriam adorar, cumprindo fielmente os seus mandamentos.
- deveriam sair daquela cidade e ir à procura de uma terra muito fértil, a qual Deus lhes concederia para habitarem (Terra prometida)
- eles se tornariam um povo muito numeroso (por isso Abrão passou-se a chamar Abraão - pai de uma multidão)
Atendendo a ordem divina, Abraão partiu, com sua família, servos e agregados, e viajando, passou por muitos lugares, inclusive pela Palestina (onde estava CANAÃ, a terra Prometida), mas não puderam se instalar ali (outros povos que a habitavam não permitiram); continuaram, pois, nômades.
Abraão teve dois filhos: Ismael, filho de sua escrava Agar.
Foi o primeiro e deu origem ao povo árabe (ismaelistas) e ISSAC, filho de sua esposa Sarah.
Issac teve dois filhos: Esaú e Jacob; (Jacob veio a ser chamado de Israel (vencedor, que luta com Deus) - porque lutou com um anjo, sem desanimar, até ser ferido por ele).
Teve 12 filhos, dando origem às 12 TRIBOS DE ISRAEL.
(Ruben, Simeão, Levi, Judá, Dan, Neftali, Gad, Aser, Issacar, Zabulon, José e Benjamim).
Dos filhos de Jacob, os irmãos mais velhos invejavam José e o venderam a mercadores que iam para o Egito. Lá, José veio a alcançar lugar influente, junto ao Faraó (Rei do Egito) e, mais tarde, trouxe todo o povo israelita para morar no Egito.
(Os Hebreus, mais tarde, passaram a se referirem a si mesmos como ISRAELITAS ou POVO DE ISRAEL ou, simplesmente ISRAEL.)
No Egito, os israelitas se multiplicaram e progrediram muito. Mas, morrendo o Faraó amigo de José, e morrendo também José, o novo governo passou a ver os israelitas como um povo estrangeiro e perigoso dentro do Egito. Não os deixavam ir embora, porque era mão-de-obra valiosa, mas os dominavam e maltratavam. (escravidão).
Os Egípcios haviam determinado que os primogênitos dos israelitas fossem mortos (para evitar o crescimento do povo israelita), Mas a filha do Faraó salvou de morrer nas águas do rio Nilo um recém nascido israelita, deu-lhe o nome de MOISÉS e o criou no palácio com acesso a toda a educação egípcia. Quando adulto, por inspiração divina, ele se tornou um líder espiritual dos israelitas e conseguiu retirá-los do cativeiro Egípcio (ÊXODO).
Termina assim cerca de 450 anos de vida dos israelitas no Egito, muitos dos quais em verdadeiro cativeiro.
Moisés conduziu-os até as portas de Canaã, e morreu. Foi Josué quem, após grandes batalhas, conquistou Canaã, dividindo suas terras entre as 12 tribos.
A humanidade já havia atingido, nessa época, um plano de evolução mental capaz de encarar o Universo como um processo total.
Daí a revelação de Moisés destacar-se pela idéia de um Deus Único (Monoteísmo) e Providencial (criador do mundo todo e de todos os seres e deles toma conta).
Foi uma revelação de importância fundamental para o desenvolvimento da civilização humana.
Moisés como condutor de um povo saído da servidão no Egito, com várias crenças religiosas e práticas higiênicas precárias e com o fito de proibir uma série de abusos e desregramentos que imiscuía no seio desse povo, estabeleceu leis morais, religiosas, políticas, civis e até preceitos de higiene rigorosos.
Não se pode, pois, encarar todo o sistema, esboçado por Moisés e os profetas do Velho Testamento, como verdade inconteste e originária de fonte divina e eterna. É imperioso fazer-se, na revelação de Moisés, uma delimitação entre a parte divina (imutável e eterna) e a parte humana da legislação (reformável e transitória).
As leis civis variam sempre de acordo com os costumes do povo e da época, isso é modifica-se com o tempo.
As leis civis de Moisés visavam orientar a vida na comunidade hebraica, incutir hábitos novos após a escravidão no Egito, hábitos de higiene, e evitar a mistura de costumes hebraicos com os costumes de outros povos, considerados bárbaros.
Como chefe político, civil e militar do seu povo, era muito zeloso, da unidade nacional e religiosa, e dava ordens nem sempre de acordo com a inspiração superior.
Assim, não podem ser de inspiração divina algumas de suas ordenações. Da parte humana, muita coisa ficou ultrapassada pelo progresso do conhecimento humano e mudança dos costumes sociais. Por isso, entre as leis civis de Moisés vamos encontrar a velha “pena de Talião” (pena igual ao crime), no “olho por olho, dente por dente”, e a proibição do intercâmbio com os mortos, que naquela época estava sendo feito de modo abusivo e para fins comerciais, lucrativos, egoístas e imediatistas.
Relembremos os 10 mandamentos e notaremos que os quatros primeiros regem a relação da criatura para com Deus, e os demais, para com os seus semelhantes (próximo).
1 - Não adorar outros deuses.
2 - Não idolatrar (não fazer imagens nem figuras para adoração ou prestação de Cultos).
3 - Não tomar o nome de Deus em vão.
4 - Guardar o dia de Sábado.
5 - Honrar pai e mãe.
6 - Não matar
7 - Não adulterar
8 - Não roubar
9 - Não dizer falso testemunho
10 - Não desejar a mulher do próximo nem cobiçar nenhum de seus bens.
E o Messias veio ao mundo trazendo a mensagem do amor ao próximo.
Eis aí a segunda revelação de Deus a Humanidade: A do CRISTO.
Livros: Estudos Espíritas do Evangelho. - Therezinha Oliveira.
Coleção: Estudos e Cursos.
- Evangelho segundo o Espiritismo - Allan Kardec.
Cap. 1: Não vim destruir a Lei - As três Revelações.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Dê sua opinião.Colabore conosco.
Faça o seu comentário por favor, mesmo se não gostou.
Assim saberemos sua opinião, induzindo-nos ao melhoramentos dos assuntos focados.
Obrigado!
Admin.